OGIVA NUCLEAR

domingo, 11 de outubro de 2015

Atenção..., ler isto com atençao
Entre os 28 Estados membros da União Europeia há pelo menos quatro países em que o vencedor das eleições não foi quem a seguir formou governo: Luxemburgo, Dinamarca, Bélgica e Letónia.
Juncker, aqui em julho de 2013, não conseguiu formar governo© REUTERS Juncker, aqui em julho de 2013, não conseguiu formar governo
No caso luxemburguês, um escândalo sobre espionagem, em 2013, levou o então primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, a antecipar as legislativas. Chefe de governo há mais tempo em funções na União Europeia - 19 anos -, Juncker viu o seu CSV vencer o escrutínio de 20 de outubro desse ano com 33,66% dos votos (23 deputados eleitos). Porém, não foi o político democrata-cristão, atual presidente da Comissão Europeia, quem conseguiu formar governo.
O atual primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, é o líder do partido que ficou em terceiro lugar naquelas legislativas. O Partido Democrático (liberal) teve 18,27% dos votos e 13 eleitos. Em segundo lugar ficaram os socialistas do LSAP, com 20,28% e 13 deputados. Em quarto lugar ficaram os Verdes, com 10,13% e seis eleitos. Bettel lidera hoje um executivo de coligação composto por DP, LSAP e Verdes.
Na Dinamarca, os Sociais-Democratas da primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt - conhecida, entre outras coisas, pela selfie com Barack Obama e David Cameron no funeral de Nelson Mandela - venceram as eleições legislativas de 18 de junho deste ano com 26,3% e 47 deputados. Mas quem formou governo foi Lars Lokke Rasmussen, líder dos liberais-conservadores do Venstre, que ficaram em terceiro lugar no escrutínio com 19,5% e 34 eleitos. Rasmussen formou um governo minoritário com o apoio do Partido Popular Dinamarquês, da Aliança Liberal e dos Conservadores. Estes partidos ficaram em segundo, quinto e nono lugares na votação.
Habituada à instabilidade - já esteve 541 dias sem governo -, a Bélgica também tem um primeiro-ministro que não é saído da formação política mais votada nas legislativas de 25 de maio de 2014. Nesse escrutínio, os mais votados foram os nacionalistas flamengos do N-VA, com 20,36% dos votos e 33 deputados eleitos. No entanto, o primeiro-ministro belga atual é Charles Michel, do partido que ficou em terceiro lugar nas eleições, o Movimento Reformista (teve 9,64% dos votos e 20 eleitos). O mais novo chefe do governo belga desde 1845, com 39 anos, Michel lidera uma aliança com o N-VA, os democratas-cristãos e flamengos e os liberais do OpenVLD. Estes dois últimos ficaram, respetivamente, em quarto e em quinto lugares nas eleições belgas do ano passado.
Quanto à Letónia, apesar de os socialistas do Harmonia terem saído vencedores das legislativas de 4 de outubro de 2014 (com 23% dos votos e 24 deputados eleitos), quem formou governo foi Laimdota Straujuma, a líder dos conservadores do Unidade. Este partido ficou em segundo lugar no escrutínio, com 21,9% e 23 deputados. Primeira mulher a assumir a chefia de um governo na Letónia, Straujuma lidera hoje uma coligação entre o Unidade, a União dos Verdes e Agricultores e os nacionalistas da Aliança Nacional (que foram os terceiros e quartos mais votados).

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