segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O VOTO DE CONFIANÇA DO POVO

Nos últimos tempos, temos assistido à um conjunto de votações por unanimidade, destinadas à atribuição de votos de confiança. Votações tão duvidosas, que pela sua absurdez metem nojo e retiram toda a credibilidade à nossa democracia e duma forma geral, ao nosso Estado. Parece estarmos a viver num País comunista com um regime totalitário, onde nem sequer é preciso debater o assunto a ser votado, porque só existe uma intenção de voto – SIM! O mais interessante no nosso caso é que todas as votações que passo a enumerar, foram precedidos da distribuição de chorrudos “presentes” aos votantes que desta forma venderam a sua consciência sem questionar a legalidade constitucional do seu acto e da questão a ser sufragada:

1.     A Assembleia atribui “por unanimidade” um voto de confiança ao Governo em cuja composição figuram 12 arguidos e em vésperas da sua remodelação;

2.     Absurdamente, o Conselho de Ministros atribui “por unanimidade” um voto de confiança ao Governo, ou seja à si próprio;



3.     O Bureau Político, mesmo desprovido de quorum, tentou forçar, votando “por unanimidade”, a aprovação duma resolução que suspende o Dr. Baciro Djá (3º Vice-Presidente) do seu exercício de militância no PAIGC, por um periodo de três anos – tempo necessário para Domingos Simões Pereira se livrar da sua concorrência no próximo Congresso e, tendo em conta a iminência da queda do Governo, impedir a todo o custo a sua assenção ao cargo de Primeiro-ministro, que neste caso lhe seria destinado por inerência.

Quem no dia 9 deste mês de Agosto de 2015, teve a oportunidade de testemunhar o caloroso acolhimento que o nosso povo reservou ao Presidente da República, Dr. José Mário Vaz (JOMAV) aquando do seu regresso do Senegal, certamente que ficou maravilhado com a espontaneidade com que o povo se organizou para lhe dar as boas vindas, lhe manifestar o seu apoio total e incondicional, neste momento em que, para defender a nossa soberania, todos contam. Com este gesto patriótico o nosso povo decidiu atribuir o seu VOTO DE CONFIANÇA ao chefe de Estado, encorajando-o a tomar a decisão que mais se adequa ao momento histórico e aos supremos interesses da Nação – “JOMAV BATI, CA BU MEDI!”, “JOMAV BATI, CA BU MEDI!”, “JOMAV BATI, CA BU MEDI!”, “JOMAV BATI, CA BU MEDI!”... Era a palavra de ordem que se ouvia da multidão que ocorreu ao Aeroporto “Osvaldo Vieira” e que preenchia toda a artéria que liga o Aeroporto ao Palácio da República.

Viva a Guiné-Bissau!


Bem-haja à todos!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.