É com misto de sentimentos que faço o presente artigo, à intenção dos Garandes e Djintos di Terra.
Bó purdam, pabia i tem passagens qui duro.
Perdoem-me, pois que se quisermos construir ou resolver conflitos, nada conseguiremos se não aludirmos a certas verdades.
Peço desculpas à Comissão Nacional de Reconciliação por esta tentativa de intervenção.
Eu conheço e trabalhei com O Presidente Mario Vaz há muitos anos; conheço Cíprias Cipriano Cassama na mesma ocasião que o Zeca, na década 70. O Simões Pereira conheci na década 80.
Nós Guineenses, temos muitas virtudes, mas por vezes os nossos defeitos não nos ajudam. Nós temos a facilidade de complicar as coisas.
Por incrível que parece, basta um grupo bem definido começar aos ataques todos vão na mesma diapasão.
Aqui culpo a Organização da Sociedade Civil, cujo Presidente é um Homem muito respeitável e conceituado, contudo, neste processo que se desembocou em crise podia ter feito melhor, observando a equidistância entre os principais focos de conflito, isto é, sem tomar partido ou desferir virulento ataques contra a pessoa do Presidente da República.
A organização da Sociedade Civil entrou a tomar partido, agindo em clara defesa ou a favor do Domingos Simões Pereira, quando devia observar a isenção que deve caracterizar a conduta ou posicionamento desta organização da qual todos fazemos parte, mesmo que de forma passiva ou indirecta.
Se a ANP age tendenciosamente a sociedade civil tinha de ter mais discernimento e frieza na análise e enquadramento dos factos e momentos, para assim poder compreender o momento e visualizar pistas ou eventuais saídas para resolução do conflito de poderes e ou de interpretação ou de diferença de leituras ou de entendimento de um quadro de relacionamento entre as duas ou três instituições de soberania.
Por seu turno a ANP, talvez por ressentimento do seu Presidente, devido ao episódio de utilização indevida e abusiva das Escoltas do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas naquilo que muitos chamaram de Parlamento Aberto, que se confunde com Presidência Aberta não teve uma posição feliz.
De recordar que na altura, após a reação do Presidente da República, em mandar sustar o aparatoso espectáculo, intimando o grupo de escolta, o Presidente da ANP fez nota ou cartas a certas organizações, dando conta das suas razões.
Do episódio o Presidente da ANP devia pedidos de desculpas ao PR e a sociedade, contudo não foi do domínio público eventual abordagem do assunto entre os dois titulares.
Ali começou o acentuar ou agudizar do conflito, pois que conforme noticiaram os órgãos públicos e electrónicos o Primeiro ministro, que estava fora numa das suas 46 visitas num ano, ao regressar o país contactou o Presidente da ANP e logo depois tratou de divulgar um comunicado do Governo, tomando partido, sem abordar o Presidente da República para conhecer das razões da sua posição.
Posteriormente o mal estar e episódios de desentendimentos foram-se acentuando, juntando-se aos de processo de formação do Governo, da objeção do PM as audiências dos membros do Governo com o PResidente da República, etc....
Aí a dupla Primeiro Ministro e Presidente da ANP foi se fortificando e funcionando até, sob cumplicidades, provocando assim o Presidente da República, que não era tido e nem achado em certas acções do Estado de que é o primeiro Magistrado da Nação.
Assim sendo, eu diria que a dada altura o Presidente da ANP, perderia toda a isenção ou neutralidade que são aspectos fundamentais para dirimir quaisquer conflitos.
Quem quer apaziguar não agride e mormente acusa ou insurge-se contra uma das partes a reconciliar.
A ANP influenciado pelo seu Presidente, falhou, por isso seu responsável deve reconsiderar e pedir desculpas à Nação pelos ataques públicos e ou agressões verbais ao Presidente da República.
Importa aqui referir que a ANP podia ter um papel preponderante na aproximação ou apaziguar os dois titilares.
A questão de eventualidade de atribuição das pastas de Governo ao Presidente da República não está plasmado na Constituição da República, mas é de praxe atribuir ou permitir ao Chefe de Estado indicar ou enquadrar membros de Governo em certas áreas.
Em abono da verdade, não está escrito na Constituição, mas os ex-Primeiros Ministro Carlos Correia, Manuel Saturnino Costa, Francisco José Fadul, Caetano Intchama, Faustino Imbali, Alamara Intchia Nhassé, Mario Pires, Artur Sanhá, Carlos Gomes, Aristides Gomes, Martinho Dafa Cabi, Rui Duarte Barros, todos eles sabiam que é de praxe a atribuição de pastas ministeriais ao Presidente da República. Que perguntem-nos, felizmente, excepto Intchama todos eles estão vivos.
Então, se se pode atribuir 5 ou mais pastas ao segundo partido mais votado e até ao partido minoritários e aos independentes porque não atribuir ao Presidente da República ?
Não quero ser extenso, mas espero bem que esta minha contribuição sirva de base a todas as instituições vocacionadas, personalidades ou líderes de opiniões , com vista a resolução desta nossa crise Guineense.
À Organização da Sociedade Civil, organize um Grupo e retome contactos com Líder do PAIGC Simões Pereira e com Cipriano Cassamá. Depois com o Mario Vaz.
Se quiserem mais detalhes peçam através do Blog Doka internacional e mandem e-mail de contacto.
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