DSP OBSTINADO
Podemos
afirmar que já começou a casmurrice política para empatar a vida ao povo da
Guiné-Bissau. Foi Agnelo Regala, líder de União para a Mudança (UM) que
desvendou o “mistério” sobre auscultação, hoje, do Presidente da República aos
partidos políticos com vista a nomeação do novo Primeiro-ministro.
É da lei e o
Presidente da República já havia afirmado na sua comunicação ao país que “sendo
a vitória do PAIGC é a este que pertence o direito de governar”. Portanto, até
aqui, nas auscultações que foram feitas não houve nenhuma força política que
remasse contra a maré.
Ora, quando
Regala, olha apenas para o seu próprio umbigo e “chama atenção sobre as crises
gravosas no caso da persistência na rejeição da figura indigitada pelo partido
vencedor da últimas eleições”, ficamos preocupados, porque pode haver também persistência
na indigitação de nome de Domingos Simões Pereira pelo partido vencedor das
últimas eleições. Verdade ou mentira?
É do conhecimento público os
motivos da exoneração de Domingos Simões Pereira. O presidente alertou no seu
discurso que o “direito do PAIGC governar não pode ser pessoalizado ou privatizado
por um grupo de interesses instalado no seio daquele partido. E mais: o PR
afirmara que a questão substantiva é a quebra mútua da relação de confiança com
Domingos Simões Pereira. E até em termos de personalidade e de carácter, o PR
teve ainda atenção de referir que a crise política revelou que
vivíamos numa hipocrisia institucional com a qual Ele (PR) não consegue coabitar.
E, assim sendo, por que a casmurrice e tanta obstinação na indigitação do nome de Domingos Simões
Pereira para o cargo de novo Primeiro-ministro? A questão parece tornar-se cada vez mais especulativa
do que prática, o que não ajudará em nada e a ninguém. Solução do problema: os tempos mudaram e a liderança, hoje, no seio do PAIGC não são favas contadas, como o seu actual líder nos pretende convencer.
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