domingo, 6 de julho de 2014

P. R.S. - O segundo maior partido da Guiné Bissau, na eminência de uma rota de colisão.  ( segunda feira ou terça feira ).
Alguns jovens da Juventude deste partido, liderados por CAMINATÉ.
Decidiram realizar uma conferência de Imprensa na sede do mesmo ( PARTIDO ).
Segundo as informações, a sala em que se daria a conferência, foi encerrada.............., e a mando de quem, isso ninguém sabe.

Proibindo- lhes assim da realização da conferência de imprensa.
Sendo assim, Caminaté e mais alguns jovens decidiram a força viva de que custe o que custar, essa conferência será realizada a todo custo, mesmo que haja derrame de sangue.

Eu Doka, ao saber disso e a fim de evitar tal situação, tomei duas duas decisões:
1- Ofereci o meu espaço aonde estou a preparar a minha discoteca, restaurante e aparthotel...., com isso talvêz se evite o pior.

2- Contactei ao meu amigo de estudos e irmão BRAIMA CUBANO, um jovem muito próximo de Alberto Nambeia, a fim de juntos...., eu Doka e Braima Cubano, de encontrarmos uma solução saúdavél para o PRS, visto que este grande partido não tem nada a ganhar com um acontecimento deste tipo.

Telefonamos um ao outro mais de 10 vezes, conversamos e ainda continuamos a procura de uma saída feliz para que ninguém se machuque.

Braima Cubano esta conversando com Alberto Nambeia..., e eu Doka falando com Caminaté e com a juventude do partido.

Realmente a coisa esta dificil.
Mas como eu Doka e Braima Cubano, somos crentes em DEUS, estamos confiantes de que no final de tudo, encontraremos uma saída vitóriosa.

sábado, 5 de julho de 2014

O nascer do despotismo que quer dizer uma liderança arbitrária ou se quisermos a Tirania.

Enquanto houver homens haverá déspotas. E enquanto houver déspotas haverá  mártires.
Pobres dos déspotas porque sempre existem uns heróis que não podem dobrar.   Os sedentos do poder encontram nas suas vidas sempre um homem invencível pela força da sua verdade. 

Um homem que podem moer, amordaçar e mesmo desterrar... tudo, menos vencer e dobrar.  Normalmente quando se quer ser um déspota começam a aparecer os aduladores, muitos escravos, mas todos eles são de raça inferior. Os autênticos homens, esses, não se dobram nunca. Aqui está o espinho mais doloroso do déspota. 

Retorce-se, enfurece-se e deita espuma pela boca, acusa tudo e todos quando encontra  um destes heróis para as quais a morte é o troféu mais nobre  da sua autenticidade.
Se me permitem gostaria de citar esta passagem: O Partido da Renovação Social tem como objetivo fundamental o desenvolvimento e bem estar social do heroico povo guineense na base de LIBERDADE, TRANSPARÊNCIA e JUSTIÇA em consonância com o seu programa de acção consubstanciado no princípio da diversidade de opiniões, ideias, bem como na salvaguarda dos interesses sócio-económios, políticos e culturais consagrados na Constituição.

O Partido da Renovação Social está ao serviço dos seus militantes e não ao contrário como se verifica.
Eu Doka nunca fui contra Domingos Simões Pereira.
Mas neste momento, Domingos se encontra refém do seu próprio partido.
Domingos recebeu ameaças, e foi chantageado se assim podermos dizer?
Deixem o homem trabalhar, ele tinha alternativas para um melhor elenco governamental, mas foi pressionado e em vários sentidos
Estou solidario com Domingos S Pereira.
Deus te proteja nesta tua nova caminhada.
Boa Sorte.
GOVERNO SALAZARENTO…


É caso para dar os parabéns ao novo Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira(mais conhecido por moço de recados dos gangsters da CPLP), por esta iniciativa, honrando a memória do ditador Salazar. Assim poderemos mostrar a sua inspiração do lado “bom” de um HOMEM que queria ordem, disciplina e trabalho, não para ele, mas para o Pais dele, Portugal! Precisamos de homens desta “força de viver”, na Guiné-Bissau. As pessoas não acreditam quando alertamos sobre a infiltração dos “salazaristas e spinolistas” no partido libertador, o PAIGC.

OrdemDisciplina e Trabalho, foi a divisa lançada ontem (4 de Julho) por  Domingos S. Pereira, durante a posse dos membros do seu Governo. Como se vê, não se trata de alarmismos, é que o slogan é salazarista! O que deixa claro que o seu executivo será “teledirigido” a partir do exterior (Portugal), pelo “governo sombra” ali instalado e constituído pelos tugas. O Primeiro-ministro será apenas um lacaio deles. Lançou pistas de que não deseja ser escrutinado ou fiscalizado pelos seus opositores, pedindo que deixassem trabalhar o Governo por ser o órgão incumbido pela Constituição de gerir o país. Será que, a partir de ontem (4 de Julho), cai na ilegalidade qualquer iniciativa no sentido de criticar,  vigia e fiscalizar o governo eleito pelo povo? Não nos disse em campanha eleitoral que iria proteger “apenas” os “poderosos”, “aqueles que querem trabalhar, sejam privados ou públicos, acompanhar os mais audazes e empreendedores”. Os fracos, pobres e que estão a começar as suas atividades não beneficiarão da atenção do executivo de Domingos S. Pereira…

Outra mancha negra do executivo de Simões Pereira tem a ver com sua credibilidade externa. Pretende dar um ar de tecnocrata, mas parece mais com uma equipa de cirandeiras! Com o país a abarrotar de quadros superiores cultos e com provas dadas em todas as áreas do saber, interna e externamente, volta a ser nomeado para o Governo do nosso país, por exemplo, um “lutador tradicional”, analfabeto e “macumbeiro”, Botche Candé! O indivíduo não tem nenhuma habilitação, mas é frequentemente repiscado pelos tiranos, pelas suas habilidades na arte de bruxaria. É possuidor de uma “mão” da “magia negra” que usa para eliminar os opositores. O falecido Presidente, Malam Bacai Sanhá, dizem, que foi vítima do seu “mau olhado”.  É bufo e corrupto! Na Administração Interna será um protetor dos “audazes e empreendedores” ligados ao narcotráfico e dos tugas estripadores das nossas matérias-primas.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

“EIXO DO MAL”

A CPLP virou um “observatório” estratégico direcionado contra a Guiné-Bissau,. Mais nenhum outro país da língua portuguesa merece esse tratamento, por mais tirano que o seu regime seja. É uma organização que nunca cumpriu o seu papel, por exemplo, de lutar para que o português torne uma  língua de trabalho nas Nações Unidas. 

Corrompida nos seus objetivos e já se esgrimem argumentos de legitimação de “ingerências nos assuntos internos” dos outros Estados e a criação de um “braço armado” para a manutenção dos seus negócios nesses países.   

O balanço que se pode fazer da atuação da CPLP, nestes dois anos, é curtíssimo. O Secretário Executivo Murade Isaac Murargy, definiu o papel desempenhado pela CPLP - durante a visita do Presidente moçambicano à sede da CPLP, em Lisboa, no âmbito da sua deslocação oficial a Portugal - como ator internacional ativo e credível na resolução da crise política na Guiné-Bissau.  

Ora, sabe-se que a menção tem um destinatário: o recém-criado FORPALOP.  Portanto, a que nível a CPLP é ativo e credível? Se assim fosse não haveria necessidade dos cinco países africanos da língua oficial portuguesa criar um “órgão multilateral, privilegiando a concertação político-diplomática e de cooperação, bem como de aprofundamento das históricas relações de amizade e solidariedade”, no final de Junho, em Luanda. Por outro lado, a CPLP tem sido mais conhecido pelas romarias protagonizadas por Paulo Portas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas; 

Pelas ameaças de “tolerância zero” ao Governo de Transição e pelos alaridos da sua claque nos  media controlados pelos lacaios. Impõe-se uma pergunta: como se explica o fato de a CPLP nunca ter sido um ator ativo e credível na crise que opõe o Governo de Moçambique e a Renamo? 

É como diz “Emplastro”: “Trata-se de uma tentativa tardia e desinformada para converter a maior derrota da sua política externa dos últimos anos em algo parecido com uma desforra: qualquer pequena «capitalização» lhes serviria de compensação para a grande carga de esforços ingratos que despenderam ao longo de dois anos, tentando obstruir o processo de transição”. Apenas duas entidades poderiam cantar vitória na conclusão do ciclo de transição na Guiné-Bissau: a CEDEAO e Timor-Leste.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

 É disto que devemos falar e mostrar aos guineenses e ao mundo.
Deixar de tonterias e de concorrências banais.
Sermos responsavéis em defesa da verdade e do bem.
Toda esta miséria, toda esta porcaria, toda esta enfermidade, toda esta burrice...., enfim, vale a pena?
Afinal que tipo de dirigentes é que a Guiné Bissau tem e admira?
 Existe alguma dúvida daquilo que eu Doka falo ou vou mostrando?
Quem é o culpado?
 Generos alimentares a serem vendidos desta forma.
Observem bem no que estão vendo.
 Olhem o porco, vejam o porco.
As imagens falam por si só.
No sentido geral, o guineense é porco.
porque ninguém se importa?
 Caramba, isto é demais.
Aonde param os jornalistas de meia tigela.
 Tudo entupido, tudo empalmado, tudo estragado e podre.
Que nojo
Opsssssssss!
Adja Satu Camará- vai como Presidente De Camara Municipal De Bissau.?
Baciro Djá, fala- se agora de Ministro de agricultura.?
Credi


quarta-feira, 2 de julho de 2014

LACAIOS DOS TUGAS

O Presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, está de visita a Portugal desde o dia 29 de Junho. O porta-voz da Presidência moçambicana, Edson Macuácua, afirmou que a visita de Guebuza a Portugal, a convite do seu homólogo, Aníbal Cavaco Silva, "revela o alto nível de aproximação que existe entre os dois chefes de Estado".  

Governo português definiu as relações entre os dois países como um "bom momento". Portanto, o que importa são os negócios, o resto é romance! O estadista moçambicano virou lacaio dos tugas a falar da Guiné-Bissau. Enfrenta uma guerra contra a Renamo no seu país, tendo-se revelado incompetência na resolução pacífica. Tem dois beligerantes ameaçando dividir Moçambique pelo meio. 

Há registos dramáticos de violentos confrontos armados, ataques frequentes a colunas de viaturas, ferimentos, vítimas mortais e raptos de portugueses, etc.. Em vez de falar sobre assuntos do seu país, e do seu maquiavélico plano de assassinar Afonso Dhlakama, Guebuza teve o descaramento ainda de fazer frete aos tugas, prometendo o apoio de Moçambique e de outros países, incluindo Portugal, às novas autoridades da Guiné-Bissau, dizendo: 

«Nós estaremos juntos, com Portugal, nessa batalha de apoio e com os outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e eu creio, também, com a própria União Africana»

Só assim se percebe porquê que Moçambique se fez representar na Cimeira de FORPALOP, em Luanda, pelo seu Primeiro-ministro Alberto António Vaquina. A anunciada  “batalha” de apoio da CPLP às novas autoridades é mais um teste a nossa soberania. Pois, já esqueceram das vicissitudes que teve o regime salazarista na nossa terra.
Está é  a porcaria em que chegamos.
Tudo sujo, cheio de doenças, uma nojice autêntica, a água não escorre para lado algum.
Enfim irmãos, estamos todos infectados.

Aqui nesta terra, estamos todos entregues ao SATÁNAS.

Vejam apenas estas imagens e digam- me se isto tem algum sentido.
 Até quando?
Se aqui no centro da kapital, está asssim, quanto mais nos sitios mais degradados?
Assim vamos indo.
NA MERDA, E NA DOENÇA.
Aonde quer que estejamos, ficamos retidos sem nada podermos fazer.
Vou ver agora se caminho um pouco pelas ruas e fotografar algumas coisas indecentes.

Jornalistas da meia tigela..., saiam nas ruas e mostrem a realidade daqueles que sofrem.
Macacos.
MEBROS DO GOVERNO DO PAIGC LIDERADO PELO ENGº DOMINGOS SIMÕES PEREIRA....., pôrra, se assim fôr e caso seja realidade...., temos que apaludir ao Domingos S Pereira.

1. João Bernardo Vieira - Ministro da Comunicação, dos Assuntos Parlamentares e Porta-voz do Governo
2. Horácio Bandjaqui – Ministro da Justiça
3. Baciro Djá- Ministro de Defesa Nacional
4. Rui Domingos Quadé - Ministro da Função Pública e da Reforma Adminstrativa.
5. Ten. Cor. Mussa Djata - Ministro de Administração Interna.
6. Adulai Mamudu Djau - Ministro das Pescas
7. Edgar Sanches Embaló - Ministro do Comercio
8. Dr.ª Aminatá Soná Mané - Ministra das Finanças
9. Dr.ª Alappás Na Fiaré - Ministra da Agricultura
10. Ednuíno Mendes Cassamá - Ministro de Saúde Pública,
11. Segunda Lucinda Indjai - Ministra da Solidariedade Social, Família e Luta Contra Pobreza
12. Dr. Suleimane Aguinaldo Sanca - Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional
13. Dr. Cássimo Manuel Indi - Ministro da Energia, Indústria
14. Rui Duarte Lima - Ministro dos Recursos Naturais
15. Dr.ª Maria Paula Fernandes - Ministra da Educação Nacional
16. Fernando N. Saldanha – Ministro da Administração Territorial e do Poder Local
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1. Dr. Mário de Sousa - Secretario de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades
2. Baciro Djaló - Secretario de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria
3. Dr. Ensa Turé - Secretario de Estado do Ensino Superior e Investigação Cientifica
4. Dr. Miguel dos Reis Santos - Secretario de Estado da Administração Hospitalar
5. Cipriano Dauda Djassi - Secretario de Estado dos Transportes
6. Manuel Ntungue Bipassa - Secretário de Estado do Ordenamento do Território
7. Dr. Anibal Figueiredo - Secretario de Estado do Tesouro
8. Nfali Camará - Secretario de Estado de Orçamento e Assuntos Fiscais
9. Quintino Pinto Quassa - Secretario de Estado de Plano e Integração Regional.
10. Jorge Quecutó Bandjai – Secretário de Estado do Ambiente e do Turismo
11. Idalino Albino Djonu – Secretario de Estado da Juventude Cultura e dos Desportos
O TRIÂNGULO MALÉFICO & DUVIDÓSO!?!
JOMAV- DOMINGOS- CIPRIANO?
Até aonde isto vai parar?
Existe coabitação neste agrupamento?

Neste novo parlamento, vamos ouvir e assistir a muitas histórias da caróchinha, vamos ouvir deputados mentindo, enganando, fingindo serem aquilo que nunca foram.

Porque vejamos uma coisa, o caractér principal dos politicos guineenses, é a mentira e a falta de frontalidade e de honetidade.
Tu vêz uma pessoa, a olhar te nos olhos a mentir- te com todos os dentes da boca como se a inteligência dele fosse superior a tua. Pelo eu menos Doka, fico a olhar, a observar, sorrindo e aceitando tudo para que ele pense que realmente eu estou indo no seu canto.

A maturidade, o profissionalismo dos nossos politicos, é algo muito triste, vergonhóso e nojento.
O que eles ali realmente fazem, é tudo na base do protagonismo e fama. 
Nada mais.
Todos se enganam entre eles, mas o mais grave é que se enganam si próprios.

Deputados...., será que sabem o verdadeiro significado de Deputado?
Duvido...., e muito.

PARÓDIA NA EMBAIXADA EM LISBOA

Tenha paciência M’Bala Fernandes, surripiaram o dinheiro dos clientes e agora estão com truques de bandidagem! Receberam  dinheiro dos clientes e não lhes entregaram os passaportes. 

O que é que isso tem a ver com “assunto de Estado”? E se é “assunto de Estado” e não deveria ter sido tornado a público, porquê que o senhor M’Bala Fernandes disse publicamente que "Já lá vão dois anos que não há transferência pública para o funcionamento da chancelaria"

Ah, essa revelação não é “assunto de Estado”? Por que é que a “comunidade guineense na diáspora” tem que servir de refém até que as exigências da chancelaria sejam satisfeitas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do país? 

Por acaso sabem o que é “assunto de Estado”? São os carimbos que cada um de vós mete no bolso vagueando pela cidade e selando vistos nos passaportes a troco de dinheiro. Otários é o povo! É isso que dá cadeia rapaz…

Si bô pui rispitu na rostu, djugude na bim mas bos! 

Anónimo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Deu se o inicio da queda de ALBERTO NBUNHE NAMBEIA.
A JUVENTUDE DO PRS, MOSTRA- SE DESCONTENTE E EXIGEM O MAIS RÁPIDO POSSIVÉL UM CONSELHO NACIONAL.
Assim apróxima- se o fim do reinado NAMBEIA e de toda a sua equipa.


Tudo tem o seu limite. Um dos donos da casa emprestada, vê com preocupação a degradação progressiva da mesma a cair aos pedaços, pelo que é o momento de a recuperar antes que o seu pulsar cesse.
<<Nós não temos o direito de ser cães mudos e sentinelas caladas; é necessário gritar quando vemos o mal>>.

É absolutamente claro; não continuemos mais no erro.
Os tempos são graves, decisivos, todos devemos salvar os valores iniciais de uma obra bastante significativa denominada O PARTIDO DA RENOVAÇÃO SOCIAL.
Hoje, e perante inúmeros problemas internos que não contribuem para a necessária coesão interna do (P.R.S.), deve-se cumprir o dever de reafirmar o princípio de sempre que  é o de lançar pontes e nunca erguer paredes dentro do Partido, que tem sido a prática actual, porque as pontes abrem as portas enquanto as paredes fecham-nas.
Espera-se que a Juventude do Partido da Renovação Social (JRS) já forjada nessas situações, não perca o tempo com ilusões vãs mas sim segurar a bonita Bandeira e contribuir para o engrandecimento e afirmação Nacional do Partido, honrando sempre a memória dos que o criaram e particularmente dos que já tombaram para a causa da LIBERDADE, TRANSPARÊNCIA JUSTIÇA / MILHO E ARROZ.

Deus nos abençoe.


O Presidente da República representa e encarna as aspirações mais sagradas do povo guineense. José Mário Vaz jurou à Constituição da Guiné-Bissau e prometeu cumprir as promessas eleitorais, defender, honrar o bom nome e dignificar a imagem do nosso povo. 

Desconhece-se, portanto, se a sua deslocação, a quente, a Malabo, fosse devidamente acautelada. Refiro-me a necessidade protocolar de integrar na comitiva presidencial, membros do Governo, coordenando assuntos de âmbito internacional. Infelizmente, na partida, para a XXIII Cimeira, a lista dos futuros membros do governo estava ainda rasurada. E, na chegada, aguardava-lhe: o país anfitrião, Malabo (Guiné Equatorial). É do conhecimento público que Malabo pretende aderir a CPLP. 

E que o Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é um “old hands”. Mas, tudo isso, não impediu que, de fato, o recém-eleito Presidente, José Mário Vaz, fosse bem recebido pelos seus homólogos africanos e ovacionado, inclusivé, por toda a assistência, e de pé, dando-lhe boas-vindas ao clube, na XXIII Cimeira dos chefes de Estados da União Africana sobre agricultura e segurança alimentar no nosso continente.

Ora, burlesco, foi a pirueta perfeita que se deu na agenda da referida Cimeira, a ponto de delinear as provocações intrusas do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Luís Campos Ferreira, permitindo-lhe expressar sobre um tema distante dos propósitos pela Cimeira. Expediente, portanto, reservado a soberania dos Estados. As intervenções insultuosas do governante português, Campos Ferreira, naquele fórum, visavam, em primeiro lugar, resumir a Presidência guineense a mera regência de uma província africana de Portugal. 

Por outro lado, o gesto, precisa de ser encarado como uma “ensaio” para a Cimeira da CPLP, prevista para Julho próximo, em Dili (Timor), onde Portugal, e sua claque (Cabo Verde e companhia), se preparam meticulosamente para enxovalhar a imagem das nossas gloriosas Forças Armadas. Não prevejo qual poderá ser a reação da nossa na próxima Cimeira da CPLP em Dili, mas, a criação em Luanda do FOR PALOP pode servir, para já, de resposta e meia para as investidas dos tugas e os seus lacaio.

É cedo para se dissipar as incertezas sobre as ambições políticas reais do recém-eleito Presidente da República da Guiné-Bissau e Comandante em Chefe das Forças Armada. É que ficou um pouco no ar a ideia de que, em Malabo, o nosso Presidente, terá assistido impávido e sereno o espetáculo do forasteiro, Campos Ferreira.  Muito embora remetesse a nojenta proposta deAlargamento da Força Internacional de Estabilização na Guiné-Bissau à CPLP e a Portugal ao diálogo entre os guineenses de qualquer decisão estratégica sobre o futuro do país e que preserve a estabilidade assegurada pelos próprios guineenses e não pelo exterior, para mim, transmite uma certa timidez! Para esta tentativa de humilhação a resposta precisava de ser mais contundente! 

E o Presidente ainda vai a tempo de, uma vez por todas, matar o mal pela raiz. E, para que não restem dúvidas, é impreterível que o presidente esclareça se pretende, ou não, que as nossas Forças Armadas voltem a ser o “braço armado” do PAIGC. Porque é dessa promiscuidade político-militar que os tugas e os seus lacaios auguram na nossa terra.  
“TRABALHO VOLUNTÁRIO”?

Disse o recém-eleito Primeiro-ministro, Domingos S. Pereira - dirigindo-se cidadãos que tiveram a sorte da formação capaz - numa entrevista à Agência Lusa, que todos estão convidados a trocar algumas horas de trabalho pela tarefa de professor. Disse também ter muito respeito pelos professores, por isso entende que seja importante passar o sinal que não temos outro investimento mais importante do que a Educação.

É de registar a preocupação do chefe do executivo para com o setor. Mas, no meu ouvido, a mensagem soa aos tempos do partido único, em que o cidadão era obrigado a participar em ações “patrióticas” chamadas de “trabalhos voluntários”, sem pedir nada em troca. Disse: "Se temos uma escola debaixo do mangueiro, é porque não lhe demos prioridade". Mas, quem não deu prioridade à escola, os professores? Não! Por outro lado, é preciso explicar que a Educação não é o único parente pobre do sistema. O nosso sistema de saúde, os tribunais, os quartéis, a polícia, etc., também estão “debaixo do mangueiro”. É preciso descer ao país profundo e deixar de viajar pela Europa. Esses assuntos não podem ser tratado com ligeireza de análise. A situação do professor, do juiz, do médico, do soldado,  do polícia, etc., tem sido, deliberadamente, por sucessivos governos, debilitada na nossa terra.

Se fossemos a analisar, facilmente chegaríamos a conclusão de que a questão não está na necessidade de “despender tempo” para a tarefa em causa, mas sim na formação, apetrechamento e robustecimento da função do Estado. Então, pergunto: como é que podemos interpretar a situação em que o aluno perante a reprimenda do seu tutor responde-o enraivado e por cima com arrogância dizendo que não lhe atemorizava o castigo do “mestre”, visto que o seu pai nem sequer estudou, mas consegue empregar e pagar mais de vinte professores? O problema é que quando o sistema transforma “professor” num indigente na sociedade, isso é sinal claro de que o Estado não funciona. Tem sido assim há mais de quarenta anos da governação do PAIGC.  Conclusão: é preciso repensar o apelo de “trabalho voluntário” dirigido aos guineenses que tiveram sorte da formação capaz.