segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Caros visualizadores, mais uma vez o DOKA INTERNACIONAL E DENUNCIANTE traz para vosso conhecimento as Lições ou ensinamentos da vivência do SEMI-PRESIDENCIALISMO EM PORTUGAL, PORQUE AFINAL O SISTEMA GUINEENSE FOI INSPIRADO/ CÓPIA DO MODELO PORTUGUÊS. AFINAL, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NO NOSSO SISTEMA TEM AMPLOS PODERES.
ATENTEM PARA O SEGUINTE ARTIGO:

O que preveem os constitucionalistas caso programa do governo chumbe
http://www.noticiasaominuto.com/politica/477284/o-que-preveem-os-constitucionalistas-caso-programa-do-governo-chumbe

O XX Governo constitucional tomou posse, na semana passada, no Palácio da Ajuda mas pode nunca entrar em funções plenas, mantendo-se em gestão, caso o programa seja rejeitado na Assembleia da República e até à posse de novo executivo.

Não é a posse, mas sim a apreciação do programa de Governo pela Assembleia da República que constitui o "passaporte" para a entrada do executivo em plenas funções, sublinhou o constitucionalista Paulo Otero, em declarações à Agência Lusa.

"Antes da apreciação do seu programa pela Assembleia da República, ou após a sua demissão, o Governo limitar-se-á à prática dos atos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos", prevê a Lei Fundamental.

Apesar de a Constituição não definir o que cabe nos poderes de um governo limitado à gestão, vários constitucionalistas coincidem na interpretação de que o critério é o da "estrita necessidade" do ato.

Caso seja rejeitado no parlamento, através da aprovação de moções de rejeição, o Governo é automaticamente demitido e mantém-se em gestão até à posse do que o vier substituir.

Paulo Otero sublinhou que essa situação não só é "juridicamente possível" como "não é inédita a hipótese de um governo ser um governo de gestão durante toda a sua vida" como aconteceu em 1978 quando a Assembleia da República rejeitou o programa do III Governo, de Nobre da Costa.

O constitucionalista lembrou ainda que o governo que esteve mais tempo em gestão foi o VIII Governo, liderado por Pinto Balsemão, que anunciou a demissão em dezembro de 1982 e se manteve em funções cerca de seis meses, até à posse do IX Governo, em junho de 1983.

A Constituição da República não obriga o Presidente da República a nomear quem não quiser, coonsiderou, já que o que está previsto é que "nenhum ministro é nomeado sem a convergência de duas vontades, a do primeiro-ministro e a do Presidente da República".

A discussão do programa do Governo está marcada para 9 e 10 de novembro. PS, BE e PCP já anunciaram a intenção de apresentar moções de rejeição.

Uma possibilidade que o constitucionalista Tiago Duarte considera "subverter o espírito" dessa figura constitucional que "foi criada para proteger governos minoritários e não para os derrubar", desde logo porque não é exigida a aprovação do programa de governo e, em segundo lugar, porque a aprovação de moções de rejeição exige maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções.

Para o constitucionalista Vital Moreira, se após a rejeição do programa do Governo o Presidente da República decidir nada fazer, mantendo o executivo de Passos Coelho em gestão, "violaria a sua obrigação constitucional de nomear um governo em plenitude de funções, para assim assegurar o regular funcionamento das instituições que lhe compete garantir e salvaguardar".

No seu "blogue" Causa Nossa, Vital Moreira já escreveu que "é óbvio que os governos de gestão são por definição soluções transitórias, destinadas a ser substituídos logo que possível por soluções de governo com plenos poderes".

Consensual é a ideia de que um governo de gestão é sempre "uma opção de transitoriedade".

Representando "uma situação transitória", as competências de um governo de gestão "são limitadas", sublinhou Tiago Duarte, destacando que cabe ao executivo decidir o que é ou não é "inadiável" para a gestão dos negócios públicos.

"A régua pela qual se deve medir não é saber se são decisões de `lana caprina´, é saber se são inadiáveis", sustentou o constitucionalista, exemplificando que o memorando de entendimento com a `troika´ foi assinado cerca de dois meses depois de o então primeiro-ministro, José Sócrates, ter apresentado a demissão.

"E será que pode aprovar um decreto-lei? Pode, desde que considere que é estritamente necessário. A função de controlo cabe aos tribunais, se a questão for suscitada pelas partes", disse, no mesmo sentido, Paulo Otero.

Foi o que aconteceu em 2002, quando o então Presidente da República Jorge Sampaio questionou o Tribunal Constitucional se caberia na competência de um Governo demitido a aprovação de alterações quanto à forma de designação dos órgãos de direção dos estabelecimentos hospitalares.

No acórdão 65/02, o TC entendeu que os poderes não estão limitados em função da natureza dos atos admissíveis e que "o critério decisivo para o efeito é antes é da estrita necessidade da sua prática".

"Não é aceitável que se entendesse o preceito no sentido de que os `atos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios público´ seriam, justamente, os atos de gestão corrente", é referido, salientando que "o interesse público pode reclamar a prática inadiável, por exemplo, de atos legislativos", refere o acórdão.

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ASSIM SENDO, EU DOKA VOS DIGO, QUE NA MATÉRIA DE SEMI-PRESIDENCIALISMO O QUE É VÁLIDO PARA PORTUGAL, TAMBÉM É VÁLIDO NA GUINÉ BISSAU.

GRADUALMENTE VAMOS APRENDENDO COM A CRISE PORTUGUESA. ESTEJAM ATENTOS A MAIS ELEMENTOS SOBRE OS PODERES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

VIVA A GUINÉ BISSAU, VIVA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA JOSÉ MARIO VAZ.
VIVA JOMAV, HOMI KU GUINÉ MÍSTI.


D.D.
NA PASSADA SEMANA, DSP FOI OUVIDO NO MINISTÉRIO PÚBLICO E DOKA FEZ VÁRIAS PERGUNTAS E AS PERGUNTAS MANTEEM..., AONDE ESTÁ O PROBLEMA???  DOKA INTERNACIONAL VAI NA VERDADE E PERGUNTA APRESENTANDO FACTOS, DÚVIDAS E CURIOSIDADES PARA QUE O POVO TENHA OU OBTENHA RESPOSTAS CONCRETAS E VERDADEIRAS.

DSP E DOKA INTERNACIONAL EM PÉ DE IGUALDADE??? AMBOS SEM O PASSAPORTE???..., NÃO PODEM VIAJAR?

DSP CHAMADO PARA RESPONDER A JUSTIÇA???

O POVO ESTÁ ADMIRADO, EXPECTANTE, OBSERVANDO, ESTE HOMEM QUE PENSOU SEMPRE QUE CONSEGUIA ENGANAR A TUDO E TODOS, FINALMENTE CAI A MASCARA E DSP ESTÁ EM IGUALDADE COM OS SEUS COMPANHEIROS DE TRAFULHICE, TEM PROBLEMAS COM A JUSTIÇA???

DOKA ALERTA A JUSTIÇA DE QUE DSP TEM MAIS DO QUE UM PASSAPORTE, DEVEM RETIRAR LHE TODOS PARA NÃO ESCAPAR AS MALHAS DA JUSTIÇA.

DSP FOI CHAMADO PARA COMEÇAR A PAGAR PELOS SEUS PECADOS A FRENTE DO GOVERNO???
PROJECTO MON NA LAMA – SALDO POSITIVO
Magistratura de Influência & Diplomacia Económica

Terra Ranka - Imagem Sem Conteúdo ou Atitude Sem Base

Importa começar por perguntar quanto beneficiou na prática e de facto a Guiné-Bissau com o tão propalado quanto inconsequente aparato montado por Domingos Simões Pereira a volta da mesa redonda?

A resposta é: Zero! Nada! Apenas Promessas! Em 2017 deveriam começar a chegar as primeiras verbas, sob condições que a partida todos estavam perfeitamente cientes de que não estavam reunidas, e tão pouco haviam preceptivas realistas de virem a estar satisfeitas para que se efetivassem as respetivas transferências.

Muitos dos doadores já sabiam dos desvios programáticos e corrupção no seio do governo, assim como da inevitabilidade da queda de Domingos Simões Pereira. Este é o retrato fiel daquilo a que o guineense se habituou a ouvir chamar de projecto Terra Ranka!

Terra Ranka é uma embalagem atraente, mas sem conteúdo.


A Visita do Rei

Uma “operação” a imagem daquilo que é a presidência da república: Pragmatismo na política externa, com justiça e exigência na execução interna.

O período que mediou a chegada e partida do rei de Marrocos, redundou em benefícios como nunca antes vistos para a Guiné-Bissau desde a saída dos cooperantes Suecos. Nunca é demais enumerar o vasto leque de benefícios nos sectores da educação, formação, renovação da frota do estado, infraestruturas públicas e habitação social. Mas a cereja no topo do bolo, foi a actuação dos médicos que vieram com o Rei, homens e mulheres que operaram autênticos milagres junto da população mais carenciada e desfavorecida.


A Cimeira Índia-África

A recente participação de Sua Excelência o Presidente da República Dr. José Mário Vaz na cimeira Índia-África, traduziu-se mais uma vez em ganhos incalculáveis para a Guiné-Bissau.

O país obteve de imediato e sem qualquer condição impossível de satisfazer, mais de 250 milhões de euros.

No sector da agricultura e desenvolvimento rural, ninguém consegue antever o impacto da distribuição de mais de 700 tractores e máquinas agrícolas. Não só estaremos em condições de atingir a auto suficiência alimentar, como poderemos pensar na exportação se o governo quiser e souber fazer a sua parte.

A educação e formação profissional foram igualmente acautelados, os nossos jovens que não têm meios para se deslocar ao estrangeiro, poderão finalmente beneficiar de formação profissional imediata para entrar no mercado de trabalho com as consequentes repercussões positivas na economia familiar.


O mundo começa a notar um padrão no projecto Mon Na Lama. 
As suas acções traduzem-se em resultados IMEDIATOS, POSITIVOS, E COM IMPACTO A LONGO PRAZO.


POVO DI  GUINÉ, NÓ MITI MON NA LAMA PORQUE TERRA NKADJA
Por culpa do DSP que Chamou a Si a Organização da Peregrinação, os Peregrinos Este Ano Não Foram a Meca
Numa Decisão Do Conselho de Ministros DSP disse que Assumia o dossier da Peregrinação. Depois da perseguição a Braima Camara, Baciro Dja, Tcherno Djalo, Depois do Fecho da Mesquita do HSM. É mais uma Humilhação que DSP reservou aos Muçulmanos.  


GUERRA SANTA DE DSP CONTRA OS MUÇULMANOS
DSP JUROU QUE ENQUANTO FOR PRESIDENTE DO PAIGC NÃO HAVERÁ UM PRIMEIRO-MINISTRO MUÇULMANO. LAMENTÁVEL.



VITIMAS DE INJUSTIÇA,TRAIÇÃO, PERSEGUIÇÃO, CALUNIAS E JOGO SUJO POR PARTE DE DSP
CARMELITA PIRES
TCHERNO DJALO
TOMAS BARBOSA
BACIRO DJA
ABEL SILVA
M. SATURNINO COSTA
DOMENICO SANCA
ADJA SATU CAMARA
BRAIMA CAMARA
OCTÁVIO LOPES
HERMENEGILDO PEREIRA (PGR)
FLORENTINO M. PEREIRA
ALBERTO NAMBEIA
CARLOS NHATÉ
OVIDIO PEQUENO (DA U. A. - ENGANADO E REVOLTADO)
OBASANJO (EX PRES. DA NIGÉRIA - ENGANADO E REVOLTADO)
MIGUEL TROVOADA (DA ONU - ENGANADO E REVOLTADO)
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS (PR ANGOLA - ENGANADO E REVOLTADO)
LIBYA HOTEL, DE MOMENTO CONSIDERADO COMO O MELHOR HOTEL NA GUINÉ BISSAU, IRÁ ABRIR AS SUAS PORTAS E MOSTRAR TODO O SEU LUXO DENTRO DESTES DIAS.
UM HOTEL DE 5 ESTRELAS COM UM ATENDIMENTO AO MAIS ALTO NIVÉL.
LIBYA HOTEL- A MAIS PURA BELEZA NA NOSSA CAPITAL
MR. GOUAR, DE ÓCULOS..., PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO LIBYA HOTEL- O HOMEM FORTE DESTE EMPREENDIMENTO






domingo, 1 de novembro de 2015

REALMENTE NÓS ESTAMOS A GOZAR E A BRINCAR COM VIDAS HUMANAS NA GUINÉ BISSAU
VAMOS RECORDAR, PORQUE RECORDAR É VIVER!

.... AUDIÇÃO DO GENERAL MELCIEDES MANUEL FERNANDES
“ A Fls 91 à 96 dos autos, o Senhor Melciedes Manuel Fernandes, vulgo Manel Mina, declara que foí vítima de persiguição sistemática e contínua por parte do General Tagme Nawaie, chamando-lhe de corrupto.
Revelou que foi o militar vulgo CATCHA quem abateu com tiros à queima roupa, o Coronel Domingos Barros e quem matou o General Veríssimo Correia Seabra, foi o militar de nome TANGATNA, cuja a sua étnia é fula, mas foi educado pelos balantas.
Declara que foi acusado pelo General Tagme, de estar a reunir com rebeldes de Casamança em Bula, quando estava a pescar no Cais de Pindjiquiti.
Disse que seu filho foi detido pelo General Tagme, cerca de um mês no Estado Maior, alegando que este transportava armas para os independentistas de Casamança.
Informou que o assassinio do Comodoro Lamine Sanhá, foi um militar de nome MUSSÁ SAMBÚ, afecto ao batahão do Estado Maior.
Confessou que foi ele quem fabricou a bomba como forma de se defender da perseguição do General Tagme, como explicou na PJ e que teve apoio do Tenente Malam Candé e da Sargenta Djabu Camará, vulgo Pomba Branca.

Esclarece que Nino Vieira, morreu por sua própria negligência, porquanto falharam vários atentados contra a sua pessoa, mas nunca houve responsabilização.
SERÁ QUE NÃO SÃO POR ESTAS E OUTRAS PELO QUAL JOMAV PROCURA LUTAR PARA QUE CASOS COMO ESTES NÃO POSSAM VOLTAR A OCORRER NA NOSSA GUINÉ BISSAU?
VAMOS RECORDAR..., PORQUE RECORDAR É VIVER

Comissão de Inquérito (CI)- João Monteiro..., queremos a tua cooperação nesta matéria.
Estamos na quarta tentativa para que digas onde foram fuzilados e onde foram enterrados os restos mortais das pessoas acusadas no caso 17 de Outubro!!!

Resposta de João Monteiro (JM) – Não tratei nem lidei directamente com essa matéria.
As pessoas que lidaram directamente com essa matéria foram:
 O Julio Semedo, na altura ministro dos Negocios Estrangeiros..., o  Coronel Manuel Santos- MANECAS..., o Morgado..., o Iaia Dabó..., o Joãozinho e o Marcos.

Comissão de Inquérito- Consta que foram fuzilados em Mansôa e transportados para a mata de Portugole.
J. Monteiro - O Inacio é que tem uma ponta naqueles lados pode indicar exatamente o local.

CI- Porquê o Ministro dos Negocios Estrangeiros nessa matéria?

J. Monteiro – Porque ele estava a preparar o anuncio oficial ao corpo diplomatico do fuzilamento dos acusados.
O Camarada Presidente insistiu em que fosse ele a coordenar a operação.

CI – Porque é que utilizas o termo acusados e não condenados?

J. Monteiro – Porque estas pessoas nunca chegaram de ser julgadas em qualquer tribunal.

CI – Nem mesmo no tribunal militar?

J. Monteiro – Não houve tribunal militar nenhum.
O Tribunal Militar era tudo uma grande encenação.
Todos sabemos que o Coronel Humberto Gomes era a pessoa de mão do Nino.

Ele mandava executar todos aqueles que o Nino e o Coronel Manuel Santos- MANECAS  indicavam na lista.

Os fuzilamentos no Caso 17 de Outubro estavam num estado de decomposição fisica como resultado das torturas do Capitão Robalo,  Tchutchu..., Marcos e ... vou contar-vos um episodio que se passou no quintal do Palacio.
No decorrer do progresso do Caso de 17 Outubro o Huberto e demais membros do Tribunal Militar aparecem no quintal e o Huberto diz ao Presidente Nino :

Senhor Presidente, o resultado do inquérito mostra claramente que estes acusados não são culpados.
O Tribunal e o acusador público disseram ao Tribunal que as provas não existem contra estes acusados.
As únicas provas são as confissões conseguidas sob tortura, e por isso invalidas perante o Tribunal.

O Presidente Nino bateu com as mãos na cadeira dizendo que as provas tinham que ser inventadas, porque ele tinha informações seguras dos vizinhos do Paulo Correia, Manecas e Francisca, como provas suficientes do golpe do Paulo que recebia constantes visitas dos implicados.
O Tribunal tinha que encontrar provas.
Os olhos do NinoVieira brilhavam de sangue vermelho.

CI – E como reagiu o advogado de defesa do Paulo Correia ( Carlos Pinto Pereira)????????

J. Monteiro – Qual advogado de defesa???  O advogado de defesa do Paulo Correia foi escolhido por nós, mais precisamente, pelo Manecas.
O advogado entregava a Segurança do Estado todas as declarações do Paulo Correia.

CI – Mais porque é que tu mencionas o Manecas em quase todos os pontos?

J. Monteiro – Porque uma vez disse ao Nino Vieira que as atitudes do Manecas Santos,  iam afundar a sua presidência se ele não tomasse cuidado e afastasse o Manecas!!!

CI – Porque é que o Nino devia afastar o Manecas?

JM – Uma vez na reunião da ANP do partido PAIGC (partido único), ouvi o Manecas a chamar os deputados que estavam a colocar perguntas sobre o Imposto de Reconstrução Nacional de confusionistas e anaflfabetos.
A partir daí, cheguei a conclusão do grau de irresponsabilidade desse homem.

CI – Certas pessoas pensam que tu também foste irresponsavel em certas tomadas de posição.
Estamos referindo-nos ao teu papel na prisão do João da Costa?

J. Monteiro – Em toda a minha carreira, nunca tomei decisões por mim mesmo.
Tudo o que fiz foi em cumprimento de ordens recebidos de Nino.
O Manecas aventurava-se na tomada de decisões aventureiras que, as vezes, complicavam mais do que resolviam determinadas situações.

CI – Conta-nos o que sabes do caso João da Costa?

J. Monteiro- Foi uma encenação estúpida em que as pessoas inocentes perderam a vida.
A reação da oposição e do Chefe de Estado Maior na altura o Saco Cassamá dificultou ainda mais a operação ao tomar sob sua custódia pessoal o João da Costa.

CI – Quem foi o reponsável pela encernação?

J. Monteiro – O proprio Nino Vieira.
Ele era incapaz de compreender que os tempos tinham mudado. Os tempos exigiam outros métodos, mais discretos.

CI – Porque dizes que o Saco Cassamá complicou a operação?

J. Monteiro - Por causa da caustódia sobre o João da Costa.
Porque o Saco gozava de um prestígio enorme entre os jovens oficiais e tnhamos recebido informações que ele já estava farto do Nino até aos miolos.
Ele era intocável por causa de uma brilhante folha de serviços em missões de manutenção de paz das Nações Unidas.
O Nino tinha muito medo do Saco, por isso decidiu envenená-lo.

CI – Tinham decidido eliminar também o João Costa?

J. Monteiro
 – Não.
O plano nunca foi de eliminar o João.
O plano era de encarcerá-lo com uma valente pancadaria e inutilizar os seus orgãos genitais.

CI – Anteriormente, tu disseste a esta comissão que vôces ( a Segurança do Estado) tinham o controle de toda a situação na Guiné!!!
Como explicas isso?

J. Monteiro – A Guiné é um país pequeno e pobre.
Basta apertar as pessoas um pouco economicamente para aliciá-las.
As nossas estruturas mantinham um controle interno e externo ao mesmo tempo.
Internamente, temos os nossos agentes nos Bancos, nos Ministérios, nas Embaixadas, na Presidência e nas Forças Armadas.
Na Guiné ninguém ascende ao posto superior de hierarquia do Estado sem ser um dos nossos.

Ninguém consegue um trabalho condigno sem a nossa autorização.
Durante anos, como exemplo, 
o Bartolomeu e o Bernadinoentrevistavam os quadros que chegavam ao país e forneciam-nos informações sobre as convicções políticas dos mesmos.

Deste modo complicavamos o cadastro de todos os quadros do país e sabiamos com quem podiamos contar.
Quem estava contra nós.
O Delfim desenvolveu o mesmo trabalho durante anos na antiga URSS para nós.

CI – E em relação aos Partidos Políticos?

J. Monteiro - Em relação aos Partidos Políticos, as coisas foram bem mais fáceis.
Nunca iríamos fazer a abertura política sem termos a certeza de controlarmos a situação.
Financiamos a criação de certos Partidos como por exemplo o PCD do Victor Mandinga e a Frente Democrática do Menezes.

Ambos, devem somas colossais ao Estado e são comerciantes interessados no lucro.

O Manecas Santos, organizou esta parte do trabalho com fundos do Nino e de alguns empresários portugueses, amigos do Nino.
Foi levada a cabo uma acção de infiltração dos nossos oficiais nos Partidos, como é o caso do Edmundo Évora, do Victor Mandinga, do Sanca e outros.

Identificamos os elementos que nos poderiam dificultar no interior da oposição e levamos a cabo uma campanha de desinformação para criar as condições de expulsão destes elementos do interior da oposição.

CI – E daí?

J. M – Uma vez expulsos tornavam-se numa presa fácil porque ficavam também sem os seus empregos.
Para uma vida normal esperava-os uma grande complicação na vida.

CI – E no exterior?
J. Monteiro – No exterior as acções foram desenvolvidas através das nossas Embaixadas.

CI – Com o conhecimento dos Embaixadores?

J. Monteiro – Julgo que não é segredo para ninguém que os Embaixadores eram nossos agentes uma vez que assinavam um documento de compromisso connosco no acto da nomeação.
Eram totalmente fiéis ao Nino.

CI – Ao Nino ou ao Estado?

J. Monteiro – Ao Nino

CI – E as instituições financeiras privadas?

J. Monteiro – Julgo que todos vocês tem a ideia de como foram feitas as privatizações.

Uma célula no Ministério da Coordenação Economica, chefiada pelo Manecas Santos e dirigida pelo Issufo Sanhá.
O resto não é difícil de imaginar.

O BIGB com os nossos homens de mão Lobo de Pina e o Chico.
 No Banco Central (BCEAO) o Luís Cândido, o Godinho, e o Desejado.
 O Totta que é a caixa forte dos dirigentes da Guiné.

CI – Que sabes do caso das enfermeiras?

J. Monteiro – Não me envolvi directamente nisso por causa das operações militares em curso.

O Gabinete de crise decidiu confiar essa matéria a Francisca Pereira e ao Dr. Paulo Medina.

Pensava-se que eram as pessoas que tinham alguma experiência na área da Saúde e conheciam todos os Camaradas.
Os feridos da Junta, com alguma formação militar, eram injectados com veneno e eliminados.......!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CI – Quem tinha decidido essa estratégia?

J. Monteiro – O próprio Nino e o Samba Lamine.

CI – E aqueles que foram enterrados no cemitério?

J. Monteiro – Foram descontentes que pressionavam para que abrissemos negociações com a Junta.
Foram executados sumariamente com um tiro na nuca por mim, pelo Manecas Santos..., pelo Baciro Dabó..., pelo José Manuel Mendes Pereira, pelo Saido e alguns oficiais senegaleses.

CI – Quantos foram executados dessa maneira?

J. Monteiro – Um número indeterminado na medida em que as execuções eram sumárias, sem julgamento.

Por isso, não mantinhamos uma lista porque era muito perigoso..., dizia o Presidente Nino.
EPÁ..., OS GATOS CONTINUAM A DAR QUE FALAR.   ENTÃO NÃO É QUE NA QUARTA FEIRA PASSADA O DSP FOI OUVIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO?
QUANTAS HORAS DE AUDIÇÃO???  1 HORA??? IMPOSSIVÉL, MENTIRA!!!  DUAS??? QUEM DISSE ISSO.  HUM..., HUM!  I MÁSS!!!
DSP FOI OUVIDO E ALGO SE ESTÁ PASSANDO.  MAS O QUE SERÁ!!!
JUNTOS VAMOS DESMANTELAR AS COISAS.
RECORDAR QUE EXISTE UM CANCRO NAS NOSSAS RUAS QUE PRECISA SER CURADO.
UM CANCRO MAS BEM PODRE!!!
NÃO ME ESQUECI DO BANDIDO.