sábado, 8 de agosto de 2015

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ÚLTIMA HORA: CONFIRMA-SE QUEDA DO GOVERNO.

AGENTES DE SEGURANÇA ESTÃO RECOLHENDO IMAGENS NAS RUAS, E A CONTROLAR GRUPOS DO FACEBOOK, PERFIS PESSOAIS, E BLOGS PARA DETECTAR EVENTUAIS PROMOTORES DE POSTERIOR VIOLÊNCIA.
Enquanto isso Baciro Dja está a desgraçar DSP na reunião do partido, DSP mandou emissário para reforçar donativos de dois blogs, Nô Bai
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A QUEDA DO GOVERNO E O APELO À MANIFESTAÇÃO

Tudo indica que desta vez o Governo de Domingos Simões Pereira não vai resistir, sobretudo depois do seu “Comunicado à Nação”, em que teceu duras críticas e acusações ao Chefe de Estado, anulando por conseguinte quaisquer hipóteses de uma futura coabitação salutar (pessoal e institucional) entre os dois.

O referido “Comunicado à Nação” proferido pelo Primeiro-ministro e Presidente do P.A.I.G.C., Eng.º Domingos Simões Pereira, deixou transparecer uma mensagem muito simples, cuja leitura está ao alcance de qualquer um: “Eu, Domingos Simões Pereira, na qualidade de chefe do Governo, declaro que estou farto desta situação de permanente ameaça da presumível queda do meu Governo. E, reconhecendo a impossibilidade de doravante entabular qualquer forma de articulação institucional com o actual Presidente da República, decidi tornar público tudo o que me vem na alma e aguardar tranquilamente pela sua previsível decisão de me exonerar”.

Com isso, Domingos Simões Pereira reconhece que o seu prematuro afastamento do Poder, pode imbuir-se de todas as interpretações possíveis, excepto o de ser um Golpe de Estado ou qualquer outra forma de violação da ordem institucional, na medida em que tem como alicerce a própria Constituição da República. Ou seja é uma medida que foi aplicada no passado e cujas probabilidades de futuras aplicações estão e estarão sempre presente, enquanto prevalecer a actual Constituição, que define o Governo como o elo mais fraco no mecanismo de articulação dos Órgão da Soberania.

É natural e compreensível que a exoneração do actual Governo suscite algum descontentamento, decepção, desilusão e até mesmo aflição, em determinados círculos sociais, envolvendo indivíduos com interesses fortemente vinculados à este projecto de governação. Entretanto, neste contexto, é preferível exonerar o Governo do que manter por mais três anos uma situação caótica, de permanente conflito, ausência de cooperação e instabilidade, derivada do desalinhamento político entre os principais detentores do Poder. Nesta ordem de ideias, torna-se absurdo apelar ou mesmo participar numa manifestação pública com o objectivo de condenar a decisão do Presidente da República, quando o mais lógico era organizarmos uma petição à exigir reformas constitucionais que visam assegurar maior estabilidade governativa.

Conhecendo bem o carácter e os princípios que norteiam a conduta do Dr. José Mário Vaz (JOMAV), podem crer que a decisão de exonerar o Governo foi a última opção num conjunto de diligências por ele empreendidas para evitar a sua colisão com o Primeiro-ministro (pelo menos no quadro institucional), mas que infelizmente se revelaram infrutíferas, porque do outro lado da barricada predominava e continua a predominar o espírito de confrontação e da política de “costas voltadas” e do “faz de conta que está tudo bem”. Entretanto, apesar do natural nervosismo inerente a actual situação, o Presidente da República, revelando um espantoso grau de maturidade política, de ponderação e sentido de Estado, continua a observar escrupulosamente todos os parâmetros Constitucionais à ela aplicáveis – É a verdadeira democracia em todo o seu esplendor!

APELO À TODOS OS GUINEENSES: CAROS COMPATRIOTAS, NÃO PARTICIPEM EM QUALQUER TIPO DE MANIFESTAÇÃO POPULAR QUE TEM POR OBJECTIVO CONDENAR A EXONERAÇÃO DO GOVERNO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PORQUE ESTE CASO NÃO REPRESENTA UM GOLPE DE ESTADO OU QUALQUER OUTRA FORMA DE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL. OU SEJA, NÃO HÁ INGERÊNCIA MILITAR NA POLÍTICA E, TANTO O NOSSO PAÍS COMO A NOSSA DEMOCRACIA NÃO CORREM PERIGO.

Bem-haja a Guiné-Bissau!



Bem-haja o nosso povo! 

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