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ÚLTIMA HORA: CONFIRMA-SE QUEDA DO GOVERNO.
AGENTES DE SEGURANÇA ESTÃO RECOLHENDO IMAGENS NAS RUAS, E A CONTROLAR GRUPOS DO FACEBOOK, PERFIS PESSOAIS, E BLOGS PARA DETECTAR EVENTUAIS PROMOTORES DE POSTERIOR VIOLÊNCIA.
Enquanto isso Baciro Dja está a desgraçar DSP na reunião do partido, DSP mandou emissário para reforçar donativos de dois blogs, Nô Bai
Enquanto isso Baciro Dja está a desgraçar DSP na reunião do partido, DSP mandou emissário para reforçar donativos de dois blogs, Nô Bai
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Tudo indica que desta vez o Governo de
Domingos Simões Pereira não vai resistir, sobretudo depois do seu “Comunicado à
Nação”, em que teceu duras críticas e acusações ao Chefe de Estado, anulando
por conseguinte quaisquer hipóteses de uma futura coabitação salutar (pessoal e
institucional) entre os dois.
O referido “Comunicado à Nação” proferido
pelo Primeiro-ministro e Presidente do P.A.I.G.C., Eng.º Domingos Simões
Pereira, deixou transparecer uma mensagem muito simples, cuja leitura está ao
alcance de qualquer um: “Eu, Domingos
Simões Pereira, na qualidade de chefe do Governo, declaro que estou farto desta
situação de permanente ameaça da presumível queda do meu Governo. E,
reconhecendo a impossibilidade de doravante entabular qualquer forma de
articulação institucional com o actual Presidente da República, decidi tornar
público tudo o que me vem na alma e aguardar tranquilamente pela sua previsível
decisão de me exonerar”.
Com isso, Domingos Simões Pereira reconhece
que o seu prematuro afastamento do Poder, pode imbuir-se de todas as
interpretações possíveis, excepto o de ser um Golpe de Estado ou qualquer outra
forma de violação da ordem institucional, na medida em que tem como alicerce a
própria Constituição da República. Ou seja é uma medida que foi aplicada no
passado e cujas probabilidades de futuras aplicações estão e estarão sempre
presente, enquanto prevalecer a actual Constituição, que define o Governo como
o elo mais fraco no mecanismo de articulação dos Órgão da Soberania.
É natural e compreensível que a exoneração do
actual Governo suscite algum descontentamento, decepção, desilusão e até mesmo
aflição, em determinados círculos sociais, envolvendo indivíduos com interesses
fortemente vinculados à este projecto de governação. Entretanto, neste
contexto, é preferível exonerar o Governo do que manter por mais três anos uma
situação caótica, de permanente conflito, ausência de cooperação e
instabilidade, derivada do desalinhamento político entre os principais
detentores do Poder. Nesta ordem de ideias, torna-se absurdo apelar ou mesmo
participar numa manifestação pública com o objectivo de condenar a decisão do
Presidente da República, quando o mais lógico era organizarmos uma petição à
exigir reformas constitucionais que visam assegurar maior estabilidade
governativa.
Conhecendo bem o carácter e os princípios que
norteiam a conduta do Dr. José Mário Vaz (JOMAV), podem crer que a decisão de
exonerar o Governo foi a última opção num conjunto de diligências por ele
empreendidas para evitar a sua colisão com o Primeiro-ministro (pelo menos no
quadro institucional), mas que infelizmente se revelaram infrutíferas, porque
do outro lado da barricada predominava e continua a predominar o espírito de
confrontação e da política de “costas
voltadas” e do “faz de conta que
está tudo bem”. Entretanto, apesar do natural nervosismo inerente a actual
situação, o Presidente da República, revelando um espantoso grau de maturidade
política, de ponderação e sentido de Estado, continua a observar
escrupulosamente todos os parâmetros Constitucionais à ela aplicáveis – É a verdadeira democracia em todo o seu
esplendor!
APELO À
TODOS OS GUINEENSES: CAROS
COMPATRIOTAS, NÃO PARTICIPEM EM QUALQUER TIPO DE MANIFESTAÇÃO POPULAR QUE TEM
POR OBJECTIVO CONDENAR A EXONERAÇÃO DO GOVERNO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
PORQUE ESTE CASO NÃO REPRESENTA UM GOLPE DE ESTADO OU QUALQUER OUTRA FORMA DE
VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL. OU SEJA, NÃO HÁ INGERÊNCIA MILITAR NA POLÍTICA E,
TANTO O NOSSO PAÍS COMO A NOSSA DEMOCRACIA NÃO CORREM PERIGO.
Bem-haja a Guiné-Bissau!
Bem-haja o nosso povo!
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