sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CAMINHADA GOLPISTA DO PM

Ninguém casa a pensar no divórcio. Mas, a “imoralidade sexual” é um dos elementos básicos fortes que motivam o divórcio. A relação matrimonial tem uma certa analogia com os laços de dependência hierárquica estabelecidos pela Constituição entre o Governo, Presidente da República, Assembleia Nacional Popular e o Poder Judiciário. Tanto assim é que a Lei estipula no seu artigo 103.º:“o Governo é politicamente responsável perante o Presidente da República e perante a Assembleia Nacional Popular.  

Nessa relação de dependência (autoridade e funções), sobretudo, do Governo ao Presidente da República e à Constituição, os deputados são, por cima, obrigados a fazer um juramento de total fidelidade à Constituição e às leis da República. Neste quadro, e analisando as declarações, ontem, do Primeiro-ministro e deputado, Domingos Simões Pereira, à nação, verificamos como foi triste a demonstração do seu “pecado” hediondo sem arrependimento. E Tem-no feito, repetidamente, contra o Poder Judiciário e agora contra o Presidente da República. Numa deliberada atitude de violação do dever ético de contenção, injuriou e acusou publicamente o  seu superior hierárquico, o Presidente da República, símbolo da unidade nacional e Comandante Supremo das Forças Armadas.

É caso para cantar: “Afinal havia outra e eu sem nada saber sorria…, e eu era no fim de contas o amor de horas vagas”. A imagem é de uma traição. O mesmo acontece, seja numa relação matrimonial ou de dependência institucional pública. Não é de agora que Domingos Simões Pereira vem violando o juramento aos princípios constitucionalmente estabelecidos. E para além da sua declaração golpista, resolveu também demonstrar publicamente a sua insubordinação incitando a arruaça, em claro exercício de supostos direitos e liberdades contrários a unidade nacional, as instituições da República e os objectivos consagrados na nossa Constituição, citando, por exemplo, o artigo 35.º da Lei.


Nô pintcha! 

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