ACABOU
MESMO!
Quando o Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, o
Eng.º Domingos Simões Pereira prometeu proferir um comunicado à Nação,
esperava-se tudo, excepto o que ele trouxe ao público: um artigo sem
substância, que reflete o estado de espírito de um homem profundamente
decepcionado com as suas opções, entretanto desprovido de vontade e coragem
política para assumir as responsabilidades que sobre ele recaem pela actual
situação que presentemente se vive no nosso País.
Quando meio Mundo aguardava impacientemente
pelo anuncio da sua tão almejada demissão, que significaria o desenlace final
do diferendo pessoal e institucional que o opõe ao Presidente da República,
proporcionando ao País uma soberana oportunidade de inequívocamente ultrapassar
este complicado momento, que em virtude dos expansivos envolventes que vem
absorvendo ao longo do tempo, ameaçando escapar ao nosso controlo e despoletar
numa turbolência de grandes proporções, eis que o Primeiro-ministro, no seu
estilo peculiar, surpreendeu tudo e todos com novas e infundaveis acusações e
ameaças ao Presidente da República - Supremo
Magistrado da Nação.
O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau está a
deriva, isolado e desprovido de bom senso. Pois só assim se explica o facto de
estar a cometer gratuitamente tantos erros – cada passo, cada palavra, cada
acto, inconsciente ou premeditadamente produzidos por Domingos Simões Pereira o
conduzem ao abismo, como foi o caso deste famigerado comunicado à uma Nação que
aguarda ansiosamente pela demissão do seu Governo – O Governo mais corrupto da nossa história.
Com este comunicado, Domingos Simões Pereira
esgotou todos os recursos plausíveis à construção de um espaço de diálogo
frutífero não só com o Presidente da República (por quem ele,
inexplicavelmente, nutre um profundo ódio e desprezo), mas também com os
detentores dos demais Poderes institucionalizados.
Quando
Domingos Simões Pereira promete mobilizar todos os mecanismos e dispositivos
legais e democráticos para preservar a ordem e evitar a interrupção daquilo que
ele chama de “caminhada do país rumo à paz e ao desenvolvimento”, paira no ar a
seguinte questão:
Ø Será que Domingos Simões Pereira tem noção da
gravidade do seu acto, quando prefere envolver personalidades estrangeiras na
resolução de um diferendo interno, em detrimento das valências nacionais?
Ø Será que Domingos Simões Pereira tem
consciência que o envolvimento das massas (através do apelo ás manifestações) num
conflito pessoal que por falta de diálogo e de vontade política, da sua parte,
na busca de entendimentos com o Presidente da República, se alastrou em
conflito institucional, é vergonhoso e denota cobardia política e ausência de
sentido de Estado?
Ø Será que Domingos Simões Pereira está ciente
de que, o facto de estar muito agarrado ao Poder e de se empenhar na obtenção duma
envolvência cada vez mais ampla numa questão muito bem reflectida na nossa
Constituição e que, de maneira nenhuma significa um Golpe de Estado ou outro
tipo de violação das relações institucionais vigentes entre os Órgãos da
Soberania, poderá perigar a Paz e a Estabilidade Nacional?
No
seu comunicado, o Eng.º Domingos Simões Pereira disse tudo o que considera
importante para lhe atribuir razão suficiente
para continuar a adiar o País com a sua teimosia e arrogância, mas não
disse o essencial:
Que
o seu Projecto falhou, porque empolgou-se muito em fazer guerra aos seus
supostos adversários, descurando a governação do País;
Que
o seu Governo é composto essencialmente de incompetentes que compraram os
respectivos lugares e corruptos habituados a uma vida “sem pesos nem medidas”,
própria de delinquentes profissionais;
Que
em virtude do estado tão depauperado em que chegaram as suas relações pessoais
e institucionais com o Presidente da República, por ele se ter disponibilizado
para defender governantes criminosos, declarando hostilidade ao Poder Judicial,
hipotecou a sua carreira política e neste momento deixaram de existir condições
para a sua continuidade no cargo de Primeiro-ministro.
ACABOU TUDO MESMO – É desta vez que o Presidente da República vai
acatar a vontade do povo que o elegeu e livrar o País deste Governo de
PILANTRAS.
APELO: A ORGANIZAÇÃO INTERCONTINENTAL
DOS QUADROS GUINEENSES NA DIÁSPORA, vem por este meio apelar à todos os
guineenses a não participarem em qualquer manifestação contra o Presidente da
República, caso este decida exonerar o Governo, porque é um acto normal na
democracia e previsto na nossa Constituição e aplicável, sempre que se torna impossível
a coabitação entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro.
Bem-haja a Guiné-Bissau
Bem-haja o nosso povo
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